A artrose cervical, também chamada de osteoartrite cervical, é uma condição degenerativa que afeta as articulações e discos da região do pescoço. Ela é mais comum em pessoas acima de 50 anos, mas pode ocorrer em qualquer idade, dependendo de fatores genéticos, estilo de vida e lesões prévias.
Descubra agora os principais sintomas que indicam que você pode ter artrose cervical. Confira!

Resposta rápida: artrose cervical é o desgaste das articulações e dos discos da coluna do pescoço. Os sintomas mais comuns são dor e rigidez no pescoço, dor de cabeça na nuca, estalos ao movimentar a cabeça, formigamento ou fraqueza nos braços e, em casos avançados, tontura e desequilíbrio. O tratamento começa com fisioterapia e medicamentos; infiltrações, radiofrequência ou cirurgia são indicadas quando a dor persiste ou há compressão de nervos.
O que é artrose cervical?
A artrose cervical é uma doença degenerativa que ocorre quando a cartilagem entre as vértebras da região do pescoço se desgasta, levando ao contato direto entre os ossos. Com o tempo, essa condição pode causar dor, rigidez e limitação de movimentos.
O processo degenerativo ocorre devido a:
- Desgaste da cartilagem: A camada protetora das articulações se deteriora;
- Formação de osteófitos: Esporões ósseos podem comprimir nervos e causar dor irradiada;
- Perda de flexibilidade: A coluna cervical se torna menos móvel e mais rígida.
Sintomas da artrose cervical
Identificar os sintomas é essencial para buscar o tratamento adequado. Confira os sinais mais comuns:
- Dor no pescoço
A dor é o sintoma mais frequente. Ela pode variar de leve a intensa, geralmente piorando ao movimentar o pescoço ou após longos períodos na mesma posição.
- Rigidez cervical
Sensação de dificuldade para mover o pescoço, especialmente ao acordar ou após um dia de trabalho.
- Dor de cabeça
A compressão dos nervos na região cervical pode provocar dores de cabeça tensionais, geralmente na parte posterior do pescoço.
- Dormência e formigamento nos braços
Se os nervos forem comprimidos, pode haver dormência, formigamento ou fraqueza nos braços e mãos.
- Estalos ao movimentar o pescoço
Movimentos do pescoço podem causar sons de estalo ou sensação de atrito devido ao desgaste das articulações.
- Perda de equilíbrio
Em casos avançados, a artrose cervical pode afetar o equilíbrio, causando tonturas ou sensação de instabilidade.
- Diminuição da força muscular
A compressão dos nervos pode enfraquecer os músculos do pescoço, ombros e braços.
Causas e fatores de risco da artrose cervical

A artrose cervical pode ter várias origens, muitas delas relacionadas ao estilo de vida e ao envelhecimento.
- Envelhecimento: O desgaste natural das articulações com o passar dos anos;
- Lesões prévias: Acidentes ou traumas que afetam a coluna cervical;
- Sobrecarga: Trabalho ou atividade que exigem esforço repetitivo do pescoço;
- Má postura: Uso excessivo de dispositivos eletrônicos ou postura inadequada;
- Predisposição genética: Histórico familiar de doenças articulares.
Consequências da artrose cervical
- Se não tratada, a artrose cervical pode levar a complicações graves, como:
- Restrição severa de movimentos;
- Compressão medular, causando sintomas mais intensos;
- Redução significativa na qualidade de vida.
Tratamentos para a artrose cervical
O tratamento da artrose cervical visa aliviar os sintomas e melhorar a funcionalidade do pescoço.
Abordagens conservadoras
- Fisioterapia: Exercícios para fortalecer os músculos e melhorar a postura;
- Medicamentos: Analgésico e anti-inflamatórios para controlar da dor;
- Uso de colar cervical: Ajuda a estabilizar a região em casos agudos.
Abordagens minimamente invasivas
- Infiltrações guiadas por imagem: Aplicação de medicamentos diretamente na articulação ou ao redor dos nervos para alívio rápido e duradouro da dor.
- Radiofrequência: Técnica que bloqueia os nervos responsáveis pela dor, reduzindo os sintomas.
- Cirurgia endoscópica: Quando necessário, realizamos cirurgias com técnicas avançadas e minimamente invasivas, como a endoscopia. Esse método reduz o tempo de recuperação e os riscos associados aos procedimentos tradicionais.
Vantagens dos procedimentos minimamente invasivos
- Recuperação mais rápida;
- Menor dor no pós-operatório;
- Preservação das estruturas saudáveis da coluna.
Prevenção da artrose cervical
Embora algumas causas da artrose cervical sejam inevitáveis, é possível adotar hábitos para reduzir os riscos.
- Mantenha uma boa postura: Principalmente ao usar dispositivos eletrônicos;
- Fortaleça a musculatura cervical: Pratique exercícios regularmente;
- Evite sobrecarga no pescoço: Reduza movimentos repetitivos e atividades que causem esforço excessivo;
- Mantenha um peso saudável: O excesso de peso aumenta a pressão na coluna;
- Faça pausas regulares: Durante longos períodos de trabalho ou uso de telas.
Siga essas dicas e incorpore esses hábitos e viva com mais saúde, sem dor e riscos de dor no pescoço que possa evoluir para a artrose cervical.
Perguntas frequentes
Artrose cervical causa tontura?
Pode causar, principalmente em casos avançados, como sensação de instabilidade ou desequilíbrio. Mas a tontura tem muitas outras causas — labirinto, pressão arterial, medicamentos — e precisa ser investigada antes de ser atribuída ao pescoço. Saiba mais em tonturas e vertigens: nem sempre é labirintite.
Artrose no pescoço tem cura?
O desgaste da articulação não regride, mas na maioria das pessoas os sintomas são bem controlados com fisioterapia, exercícios, correção postural e medicamentos. Quando há compressão de nervos ou da medula, procedimentos minimamente invasivos ou cirurgia podem resolver a causa da dor.
Como é feito o diagnóstico da artrose cervical?
Pela consulta e exame físico, complementados por exames de imagem: o raio-X mostra o desgaste e os osteófitos (bicos de papagaio), e a ressonância magnética avalia discos, nervos e medula. Quando há formigamento ou fraqueza, a eletroneuromiografia ajuda a identificar qual nervo está comprometido.
Quando a artrose cervical precisa de cirurgia?
Quando há fraqueza que piora, perda de força ou de coordenação nas mãos, desequilíbrio ao andar (sinais de compressão da medula) ou dor que não melhora depois de um tratamento conservador bem feito. Nesses casos, procure um neurocirurgião de coluna.
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